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quarta-feira, 17 de junho de 2015

O que é o Catecismo da Igreja Católica?


O Catecismo é uma exposição da fé da Igreja e da Doutrina Católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura.

O beato João Paulo II promulgou, no dia 11 de outubro de 1992, o Catecismo da Igreja Católica. Em 25 de janeiro de 1985, o Papa João Paulo II convocou uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para tratar dos frutos do Concílio Vaticano II na vida da Igreja. Muitos bispos manifestaram o desejo da promulgação de um novo Catecismo. Lembra o Papa João Paulo II que: “O ‘Catecismo da Igreja Católica’ é fruto de uma vastíssima colaboração: foi elaborado em seis anos de intenso trabalho, conduzido num espírito de atenta abertura e com apaixonado ardor. Em 1986, confiei a uma comissão de doze cardeais e bispos, presidida pelo senhor Cardeal Joseph Ratzinger, o encargo de preparar um projeto para o Catecismo requerido pelos padres do Sínodo. Uma comissão de redação, composta por sete bispos diocesanos, peritos em teologia e em catequese, coadjuvou a comissão no seu trabalho”.

O Catecismo da Igreja Católica foi dividido em quatro partes que estão ligadas entre si. Na primeira parte, é tratado o mistério cristão, que é o objeto da fé, com a Profissão da Fé. Na segunda parte, é celebrado e comunicado nos atos litúrgicos o que professamos com a Celebração do Mistério Cristão. Na terceira parte está presente, para iluminar e amparar os filhos de Deus no seu agir cristão com a vida em Cristo. Por último, na quarta parte, fundada a nossa oração, cuja expressão privilegiada é o “Pai-Nosso” e constitui o objeto da nossa súplica, do nosso louvor e da nossa intercessão, ou seja, o que de mais precisamos para o seguimento do Senhor: a oração cristã, que deve ser o alimento da nossa vida espiritual.

Ensina o Papa João Paulo II que “a Liturgia é ela própria oração; a confissão da fé encontra o seu justo lugar na celebração do culto. A graça, fruto dos sacramentos, é a condição insubstituível do agir cristão, tal como a participação na liturgia da Igreja requer a fé. Se a fé não se desenvolve nas obras, essa está morta (cf. Tg 2,14-16) e não pode dar frutos de vida eterna.

Por isso, em 11 de outubro de 1992, o Papa João Paulo II, na Constituição Apostólica FIDEI DEPOSITUM promulgou e publicou O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, redigido depois do Concílio Vaticano II. Este Catecismo, transcorridos trinta anos do encerramento do Concílio Vaticano II, é apresentado como o coroamento das deliberações deste.

Todos nós, por ocasião do Ano da Fé, agora sendo encerrado pelo Papa Francisco, sabemos da importância de reler, estudar e aprofundar o Catecismo da Igreja Católica. Ele contém o compêndio das verdades da fé católica, e, segundo o Papa João Paulo II, “a catequese encontrará, nesta genuína e sistemática apresentação da fé e da Doutrina Católica, uma via plenamente segura para apresentar, com renovado impulso, ao homem de hoje, a mensagem cristã em todas e em cada uma das suas partes. Deste texto, cada agente de catequese poderá receber uma válida ajuda para mediar, no local, o único e perene depósito da fé, procurando conjugar contemporaneamente com a ajuda do Espírito Santo, a maravilhosa unidade do mistério cristão com a multiplicidade das exigências e das situações dos destinatários do seu anúncio. A inteira atividade catequética poderá conhecer um novo e difundido impulso junto do povo de Deus se souber usar e valorizar de maneira adequada este Catecismo pós-conciliar”.

Em 28 de junho de 2005, o Papa Bento XVI, transcorridos os vinte anos da elaboração do Catecismo da Igreja Católica, pedido pela já aludida Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, promulga o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. O Papa Bento XVI ensina, com a clarividência de quem foi o principal redator do Catecismo, que: “O Compêndio, que agora apresento à Igreja universal, é uma síntese fiel e segura do Catecismo da Igreja Católica. Ele contém, de maneira concisa, todos os elementos essenciais e fundamentais da fé da Igreja, de forma a constituir, como desejara o meu predecessor, uma espécie de vademecum, que permita às pessoas, aos crentes e não crentes, abraçar, numa visão de conjunto, todo o panorama da fé católica. Ele espelha fielmente na estrutura, nos conteúdos e na linguagem o Catecismo da Igreja Católica, que encontrará, nesta síntese, uma ajuda e um estímulo para ser mais conhecido e aprofundado”. O Papa Bento XVI aludia, particularmente, que o compêndio, como o Catecismo, é um instrumento fundamental na nova evangelização: “Em primeiro lugar, confio esperançoso este Compêndio a toda a Igreja e a cada cristão para que, graças a ele, se encontre, neste terceiro milênio, novo impulso no renovado empenho de evangelização e de educação na fé, que deve caracterizar cada comunidade eclesial e cada crente em Cristo, em qualquer idade e nação. Mas este Compêndio, pela sua brevidade, clareza e integridade, dirige-se a todas as pessoas, que, num mundo caracterizado pela dispersão e pelas múltiplas mensagens, desejam conhecer o caminho da vida, a verdade, confiada por Deus à Igreja do Seu Filho.”

O Catecismo é uma exposição da fé da Igreja e da Doutrina Católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja. O Catecismo é, sobretudo, um instrumento válido e legítimo da comunhão eclesial e serve como uma norma segura para o ensino da fé, do qual todos os batizados são convocados a transmitir às novas gerações. A divulgação do Catecismo da Igreja Católica foi um trabalho importante do meu venerado predecessor Cardeal Eugênio de Araújo Salles que, durante anos, comentou-o pelas ondas da Rádio Catedral, além das atualizações por meio de seus artigos semanais. Vamos continuar a aprofundar o texto do nosso Catecismo ou o seu Compêndio e, em nossas comunidades, paróquias e grupos eclesiais estudá-lo e transmiti-lo aos irmãos e irmãs. O Catecismo é o texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da Doutrina Católica. Por isso, é oferecido a todos os fiéis que desejam aprofundar o conhecimento das riquezas inexauríveis da salvação (cf. Jo 8,32).

Autor: Dom Orani João Tempesta

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